Manual prático para padronizar e redigir documentos no CJF é contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026

Esta é a terceira vez consecutiva que o CJF recebe a honraria

O Conselho da Justiça Federal (CJF) foi contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo projeto Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no Conselho da Justiça Federal. Desenvolvido pelo Centro de Revisão de Documentos e Publicações do Conselho (CEREVI), o Manual foi inscrito na premiação pelo Laboratório de Inovação do CJF (Ipê Lab). 

A publicação reúne diretrizes, modelos de documentos e orientações práticas para a elaborar expedientes administrativos e publicações institucionais, com foco na padronização, na clareza e na acessibilidade da informação. 

A iniciativa está alinhada ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples e aos princípios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR ISO 24495-1:2024, que orientam a produção de textos mais claros, concisos, objetivos e acessíveis. O objetivo é contribuir para uma mudança na cultura de comunicação institucional, de modo que as informações produzidas pelo CJF sejam compreendidas tanto pelo público externo quanto pelo corpo funcional. 

Conheça o Manual 

O Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no Conselho foi concebido a partir da necessidade de unificar, simplificar e qualificar a produção documental e a comunicação administrativa no CJF. Entre os objetivos estão a padronização da redação oficial, a redução de ambiguidades e de retrabalho e a facilitação da compreensão dos documentos produzidos pelas unidades. 

Um dos recursos de destaque é o quadro de substituição de termos, elaborado a partir de documentos revisados pelo CEREVI. A ferramenta apresenta expressões consideradas rebuscadas e alternativas mais simples para seu uso no cotidiano institucional.  

Outro diferencial da iniciativa é a inclusão de orientações para o uso ético da inteligência artificial (IA) como ferramenta de apoio à produção e à revisão de textos institucionais. O Manual estabelece a necessidade de curadoria humana e orienta sobre cuidados relacionados à proteção de dados e à segurança institucional, incluindo a recomendação de não inserir minutas inéditas ou dados pessoais em plataformas comerciais de IA on-line. 

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Na proposta apresentada ao CNJ, o CJF destaca que a implementação do Manual e a ampliação de suas frentes de divulgação já contribuíram para a redução do uso de expressões arcaicas e prolixas, a padronização de modelos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e a utilização da publicação pelo corpo funcional como ferramenta de consulta. 

Para a diretora do CEREVI, Lucinda Siqueira Chaves, “a concretização da edição deste Manual representa uma grande conquista institucional e uma profunda realização pessoal. O meu maior propósito, ao liderar este projeto, foi deixar uma contribuição ao CJF que pudesse, na prática, ajudar todo o corpo funcional a redigir melhor, simplificar rotinas e sanar dúvidas do dia a dia”.  

Ela firma, ainda, que o intuito é que a publicação seja um guia para estruturar documentos, além de padronizar os expedientes de forma clara e segura. “Ver este Manual consolidado, alinhado aos princípios da Linguagem Simples e à busca permanente pela excelência, traz a certeza de ter cumprido o meu papel de transformar a escrita utilizada no CJF em um instrumento de eficiência e cidadania”, discorre.  

Prêmio de Linguagem Simples 

A premiação integra o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, que incentiva o uso de uma linguagem acessível em atos administrativos, decisões judiciais, comunicações institucionais e materiais informativos produzidos pelo Judiciário. A certificação reconhece órgãos do Poder Judiciário que adotam práticas de comunicação claras, diretas e compreensíveis, com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade às informações institucionais.  

Segundo a diretora de divisão do Ipê Lab, Rosa Miriam Farias Prysthon, o reconhecimento reforça o trabalho desenvolvido pelo Conselho para aprimorar a comunicação pública. “A premiação chancela as ações do CJF para tornar a comunicação institucional mais clara, acessível e direta, reafirmando o compromisso deste Conselho com a transparência e o Direito Visual.”, afirmou. 

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Esta é a terceira vez consecutiva que o CJF recebe a honraria. O Órgão já foi reconhecido em 2024 e 2025 por uma série de ações desenvolvidas pelas áreas do CJF. Este ano, a cerimônia de premiação dos contemplados está prevista para 18 de novembro, às 14 horas, no auditório do CNJ. 

Acesse o Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no CJF. 

Fonte: CJF

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