Justiça Federal atualiza Plano Nacional de Inovação com andamento das ações de 2026

O documento reúne informações dos seis TRFs e permite acompanhar a execução das iniciativas previstas para 2026

O Conselho da Justiça Federal (CJF), por meio do Laboratório de Inovação (Ipê-Lab), consolidou e atualizou, na plataforma RenovaJud, dados, andamentos e evidências das ações que integram o Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal — 2026.

A atualização reúne as informações encaminhadas pelos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), incluindo o estágio de desenvolvimento das iniciativas e as evidências das atividades realizadas ao longo de 2026. O registro permite acompanhar a evolução do Plano e dar visibilidade às ações desenvolvidas pelos Tribunais.

A sistematização das informações também fortalece a atuação integrada da Justiça Federal, ao facilitar o acompanhamento das iniciativas e o compartilhamento de conhecimentos e experiências entre os integrantes da Rede de Inovação.

Plano Nacional de Inovação

Elaborado de forma colaborativa pela Rede de Inovação da Justiça Federal, sob a coordenação do Ipê-Lab/CJF, o Plano constitui instrumento de atuação integrada entre o Conselho, os TRFs e seus laboratórios e núcleos de inovação. A iniciativa busca fortalecer a cultura de inovação, a transformação digital e o desenvolvimento institucional na Justiça Federal.

O Plano está alinhado à Resolução CNJ n. 395/2021, à Portaria CNJ n. 379/2024 e à Portaria CJF n. 829/2024, que instituiu a Rede de Inovação da Justiça Federal. As ações também integram as iniciativas desenvolvidas para o cumprimento da Meta Nacional n. 9 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

As ações nacionais integradas estão estruturadas no Eixo Organizacional, enquanto, no Eixo Processo Inovativo, os TRFs desenvolvem iniciativas de acordo com suas especificidades regionais, institucionais e estratégicas, observadas as diretrizes nacionais.

A versão atualizada do Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal — 2026 está disponível na plataforma RenovaJud.

Fonte: CJF

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Manual prático para padronizar e redigir documentos no CJF é contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026

Esta é a terceira vez consecutiva que o CJF recebe a honraria

O Conselho da Justiça Federal (CJF) foi contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo projeto Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no Conselho da Justiça Federal. Desenvolvido pelo Centro de Revisão de Documentos e Publicações do Conselho (CEREVI), o Manual foi inscrito na premiação pelo Laboratório de Inovação do CJF (Ipê Lab). 

A publicação reúne diretrizes, modelos de documentos e orientações práticas para a elaborar expedientes administrativos e publicações institucionais, com foco na padronização, na clareza e na acessibilidade da informação. 

A iniciativa está alinhada ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples e aos princípios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR ISO 24495-1:2024, que orientam a produção de textos mais claros, concisos, objetivos e acessíveis. O objetivo é contribuir para uma mudança na cultura de comunicação institucional, de modo que as informações produzidas pelo CJF sejam compreendidas tanto pelo público externo quanto pelo corpo funcional. 

Conheça o Manual 

O Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no Conselho foi concebido a partir da necessidade de unificar, simplificar e qualificar a produção documental e a comunicação administrativa no CJF. Entre os objetivos estão a padronização da redação oficial, a redução de ambiguidades e de retrabalho e a facilitação da compreensão dos documentos produzidos pelas unidades. 

Um dos recursos de destaque é o quadro de substituição de termos, elaborado a partir de documentos revisados pelo CEREVI. A ferramenta apresenta expressões consideradas rebuscadas e alternativas mais simples para seu uso no cotidiano institucional.  

Outro diferencial da iniciativa é a inclusão de orientações para o uso ético da inteligência artificial (IA) como ferramenta de apoio à produção e à revisão de textos institucionais. O Manual estabelece a necessidade de curadoria humana e orienta sobre cuidados relacionados à proteção de dados e à segurança institucional, incluindo a recomendação de não inserir minutas inéditas ou dados pessoais em plataformas comerciais de IA on-line. 

Na proposta apresentada ao CNJ, o CJF destaca que a implementação do Manual e a ampliação de suas frentes de divulgação já contribuíram para a redução do uso de expressões arcaicas e prolixas, a padronização de modelos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e a utilização da publicação pelo corpo funcional como ferramenta de consulta. 

Para a diretora do CEREVI, Lucinda Siqueira Chaves, “a concretização da edição deste Manual representa uma grande conquista institucional e uma profunda realização pessoal. O meu maior propósito, ao liderar este projeto, foi deixar uma contribuição ao CJF que pudesse, na prática, ajudar todo o corpo funcional a redigir melhor, simplificar rotinas e sanar dúvidas do dia a dia”.  

Ela firma, ainda, que o intuito é que a publicação seja um guia para estruturar documentos, além de padronizar os expedientes de forma clara e segura. “Ver este Manual consolidado, alinhado aos princípios da Linguagem Simples e à busca permanente pela excelência, traz a certeza de ter cumprido o meu papel de transformar a escrita utilizada no CJF em um instrumento de eficiência e cidadania”, discorre.  

Prêmio de Linguagem Simples 

A premiação integra o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, que incentiva o uso de uma linguagem acessível em atos administrativos, decisões judiciais, comunicações institucionais e materiais informativos produzidos pelo Judiciário. A certificação reconhece órgãos do Poder Judiciário que adotam práticas de comunicação claras, diretas e compreensíveis, com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade às informações institucionais.  

Segundo a diretora de divisão do Ipê Lab, Rosa Miriam Farias Prysthon, o reconhecimento reforça o trabalho desenvolvido pelo Conselho para aprimorar a comunicação pública. “A premiação chancela as ações do CJF para tornar a comunicação institucional mais clara, acessível e direta, reafirmando o compromisso deste Conselho com a transparência e o Direito Visual.”, afirmou. 

Esta é a terceira vez consecutiva que o CJF recebe a honraria. O Órgão já foi reconhecido em 2024 e 2025 por uma série de ações desenvolvidas pelas áreas do CJF. Este ano, a cerimônia de premiação dos contemplados está prevista para 18 de novembro, às 14 horas, no auditório do CNJ. 

Acesse o Manual Prático para Padronizar e Redigir Documentos e Publicações no CJF. 

Fonte: CJF

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Justiça Federal da 2ª Região promove atividades voltadas à população idosa

A Justiça Federal promove ações de cidadania e de ampliação do acesso a direitos para a população. Pensando nisso, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) realiza, entre 28 de setembro e 2 de outubro, uma programação social, cultural e informativa especialmente voltada à população idosa. Conduzida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (COCDH) do Tribunal, a iniciativa marca o Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro.

O projeto tem como objetivo associar a prestação jurisdicional prioritária a ações de cidadania, cultura e informação, aproximando a Justiça Federal da população idosa e ampliando o conhecimento sobre os direitos assegurados a esse público.

Durante a semana, os Juízos da Justiça Federal da 2ª Região promovem um esforço concentrado para agilizar a solução de processos que têm como partes pessoas a partir dos 60 anos, especialmente aquelas com 80 anos ou mais, que integram o grupo com direito à superprioridade na tramitação processual.

Também está sendo realizado um mutirão por meio do Centro de Conciliação 100% Digital, vinculado ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TRF2. A ação reúne processos encaminhados por unidades judiciárias do Rio de Janeiro (RJ) e do Espírito Santo (ES).

No mutirão, foram selecionados processos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tratam da concessão de benefício assistencial à pessoa idosa e que tenham como parte autora pessoa com mais de 80 anos. A previsão é que sejam realizadas cerca de 300 audiências, prioritariamente por meio digital.

O Centro de Conciliação 100% Digital atua de forma remota, com audiências por videoconferência, ampliando o acesso das partes à conciliação sem a necessidade de deslocamento. Para o mutirão, porém, também será possível realizar a audiência presencialmente, a pedido da parte autora.

Programação

Na quinta-feira (1º), Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro (RJ), receberá uma programação artística especial e será palco do lançamento do Projeto TRF2 80+, iniciativa conduzida pela COCDH.

O encontro acontecerá das 16 às 19 horas e contará, na abertura, com a participação do presidente do TRF2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, da coordenadora da COCDH, desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, e da pianista e empresária Myrian Dauelsberg, convidada para a ocasião.

Na sequência, haverá apresentação cultural do Coral Brasil Tikva. Às 17h, Maria Tereza Maldonado apresentará a palestra-show “Longevidade com Alegria de Viver”, seguida de roda de conversa.

Encerrando a semana de atividades, na sexta-feira (2), um grupo do Departamento de Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) participará de uma visita guiada ao TRF2. Na ocasião, o juiz federal Vladimir Vitovsky e o coordenador de apoio à Ouvidoria do TRF2, Paulo Roberto Araújo, conversarão com visitantes sobre os direitos das pessoas idosas, as formas de acessá-los e o papel da Justiça Federal na garantia desses direitos.

A programação e mais informações estão disponíveis no Portal do TRF2.

*Com informações do TRF2

Fonte: CJF

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Justiça Federal avança na execução do Plano Nacional de Inovação com ações compartilhadas em rede

Compartilhamento de curso desenvolvido pelo iJuspLab/TRF3 integra ações voltadas ao cumprimento da Meta 9 do CNJ, com articulação do Ipê Lab/CJF

A Justiça Federal está avançando na execução do Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal — 2026, em alinhamento com a Meta Nacional n. 9 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que visa estimular a inovação no Poder Judiciário. Para a Justiça Federal, a meta estabelece o desenvolvimento e a implantação, em 2026, do plano anual de inovação dos tribunais, com apoio metodológico dos laboratórios de inovação e observância dos princípios da ampla participação de magistrados(as) e servidores(as) e da colaboração.

Para o cumprimento da Meta n. 9, a Rede de Inovação da Justiça Federal vem promovendo, ao longo de 2026, ações conjuntas entre o Conselho da Justiça Federal (CJF) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs), com o objetivo de partilhar conhecimentos, experiências e soluções já desenvolvidos pelos laboratórios. Uma dessas iniciativas é o compartilhamento do curso “Introdução à Inovação no Poder Judiciário”, desenvolvido pelo iJuspLab, laboratório de inovação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

A ação educacional da Rede é articulada pelo Laboratório de Inovação do Conselho da Justiça Federal (Ipê Lab/CJF) e permite que outros órgãos interessados incorporem o conteúdo às próprias ações de capacitação, sob gestão das respectivas áreas responsáveis. A proposta é aproveitar soluções já desenvolvidas na Justiça Federal, ampliar o alcance dessas iniciativas e evitar a duplicação de esforços.

Para a diretora do Ipê Lab/CJF, Rosa Miriam Farias Prysthon, a atuação articulada da Rede contribui para fortalecer a inovação não só no Órgão, mas em toda a Justiça Federal: “A inovação no CJF vem avançando de forma consistente e, sobretudo, compartilhada.Por meio do Ipê Lab, o Conselho vem fortalecendo a articulação da Rede para que as ações previstas no Plano Nacional de Inovação sejam executadas de forma colaborativa, aproveitando conhecimentos, experiências e soluções já desenvolvidos pelos Tribunais Regionais.”

A iniciativa integra as ações previstas no Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal — 2026 e demonstra, na prática, uma das possibilidades de atuação da Rede para estimular a colaboração entre os laboratórios. “Mais do que cumprir uma meta, a proposta é consolidar uma forma de atuação em rede: compartilhar o que já foi produzido, ampliar o alcance das boas iniciativas, evitar a duplicação de esforços e fazer o conhecimento circular por toda a Justiça Federal”, explica Rosa Miriam Farias Prysthon.

A proposta se soma a outras ações de aprendizagem colaborativa e disseminação de conhecimentos que vêm sendo conduzidas no âmbito do Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal – 2026. Entre elas, está o compartilhamento de conteúdos e experiências produzidos pelo IluMinas – Laboratório de Inovação do TRF6, disponibilizados para circulação entre magistrados(as), servidores(as), gestores(as), laboratórios de inovação e unidades de capacitação da Justiça Federal.

Fonte: CJF

Comitê Técnico de Auditoria Interna reforça articulação entre as Regiões

Reunião com representantes das unidades de auditoria interna da Justiça Federal buscou debater ações conjuntas e temas estratégicos

Integrantes da área de Auditoria do Conselho da Justiça Federal (AS/CJF) e dos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) reuniram-se, nesta quarta-feira (16), para alinhar temas estratégicos das Regiões e fortalecer a atuação conjunta entre as equipes. A 33ª reunião ordinária do Comitê Técnico de Auditoria Interna da Justiça Federal (CTAI-JF), coordenada pela Secretaria de Auditoria do Conselho (SA/CJF), aconteceu na sede do Órgão, em Brasília (DF). O encontro foi o primeiro realizado sob a nova gestão do Conselho para o biênio 2026-2028. 

Reformulado pela Resolução CJF n. 676/2020, o Comitê é formado por dirigentes e servidores(as) das unidades de auditoria interna do CJF e dos seis TRFs, bem como por representantes de cada Região das Seções Judiciárias. O grupo tem por objetivo prestar assessoramento ao Sistema de Auditoria Interna da Justiça Federal (SIAUD-JF) na atuação integrada das atividades do Conselho e da Justiça Federal de 1º e 2º graus. 

Ao abrir a 33ª reunião ordinária, o secretário de Auditoria do Conselho (SA/CJF), juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos, que preside o CTAI-JF, agradeceu a acolhida e destacou a satisfação em poder trabalhar de perto em uma área com tanto impacto da Justiça Federal: “É uma alegria para mim passar por essa experiência de conhecer melhor e com mais proximidade a área de auditoria da Justiça Federal.”  

O secretário também afirmou que pretende atuar como facilitador dos trabalhos e elogiou o desempenho das unidades. “As auditorias dos TRFs e das seções judiciárias são, para nós, motivo de orgulho, porque, mesmo com uma estrutura reduzida, têm excelentes resultados”, destacou. 

Ao mencionar a importância dos trabalhos do grupo, a secretária de Auditoria Adjunta do CJF, Angelita da Mota Ayres Rodrigues, explicou que o CTAI-JF trabalha na integração e no alinhamento das atividades de auditoria interna da Justiça Federal. Segundo ela, o grupo possui o “papel de uniformização de entendimentos e de padronização de normas da Justiça Federal no âmbito da auditoria”, além de atuar em trabalhos e decisões relacionados a auditorias conjuntas. 

Auditoria conjunta e IA 

Os trabalhos tiveram início pela manhã, com a abertura da reunião e a apresentação da nova gestão da Secretaria de Auditoria do CJF. Na ocasião, o Comitê discutiu a auditoria conjunta de 2026, com apresentação do plano de trabalho e debate sobre as ações a serem desenvolvidas no ciclo de auditoria das contratações de tecnologia da informação e comunicação (TIC). 

Outro tema em pauta foi o uso de inteligência artificial (IA) nas unidades de auditoria da Justiça Federal. A discussão buscou levantar informações sobre a utilização e a formalização de ferramentas de IA pelas unidades. 

Ainda durante a manhã, foi debatido a padronização de dados e estatísticas dos trabalhos de auditoria no Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna do Programa de Qualidade da Auditoria (Raint/PQA). 

Planejamento e auditoria financeira 

À tarde, a programação foi retomada com a discussão sobre o Planejamento Estratégico das Auditorias da Justiça Federal, com foco nos prazos e nos conteúdos a serem considerados na elaboração do documento. 

Na sequência, foram abordados temas relacionados à Auditoria Financeira, mediante a apresentação das discussões realizadas com o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre alterações das normas de Auditoria Financeira. Na ocasião, representantes do TCU estiveram presentes e trataram de questões relacionadas à auditoria dos precatórios no âmbito da Auditoria Financeira do Balanço Geral da União, conduzida pelo Tribunal. 

O CTAI-JF também discutiu a alteração de normativos da Justiça Federal, com apresentação da proposta de alteração do Estatuto da Auditoria Interna da Justiça Federal. Outro ponto em destaque foi o Aprimora-Aud, iniciativa relacionada ao SIAUD-Jud do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  

Ao final dos debates, os membros do Comitê apresentaram outros temas de interesse, com a proposição e discussão de assuntos relevantes para as atividades de auditoria interna da Justiça Federal. 

Avaliações e encaminhamentos 

Na avaliação do secretário de Auditoria do CJF, juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos, um dos pontos altos da reunião foi a discussão sobre o uso da inteligência artificial nos trabalhos de auditoria. A partir do diagnóstico apresentado pelas unidades, o Comitê avançou na proposta de desenvolver agentes de IA específicos para apoiar as atividades e ampliar o universo de objetos que podem ser auditados, sem substituir a atuação dos(as) profissionais. 

Ao avaliar sua primeira reunião à frente da Secretaria de Auditoria do CJF, o juiz federal também destacou o nível de capacitação das equipes que integram as unidades de auditoria da Justiça Federal. Para ele, “a atuação do Comitê reforça o compromisso com o aprimoramento contínuo dos trabalhos e com o fortalecimento da auditoria em áreas como governança, integridade e cumprimento das normas.” 

Para a diretora da Secretaria de Auditoria Interna do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Marília André da Silva Menezes Graça, o encontro representa um espaço de articulação entre as unidades de auditoria. Segundo ela, “a presença de representantes das Seções Judiciárias ampliou a possibilidade de levar ao Comitê as demandas e experiências do primeiro grau e de construir soluções de forma integrada”. 

Reforço institucional 

A 33ª reunião ordinária também contou com a presença de representantes da administração do CJF, que reforçaram o apoio institucional do Conselho às atividades do CTAI-JF. Marcaram presença no encontro o secretário-geral do Conselho, juiz federal Otávio Henrique Martins Port; a secretária de Estratégia e Projetos, juíza federal Vânila Cardoso André de Moraes; e o diretor-geral do CJF, Alessandro Garcia Vieira. 

Fonte: CJF

Gestão da litigiosidade busca prevenir conflitos e fortalecer atuação coordenada da Justiça Federal

Plano de gestão aposta em inteligência, articulação entre instituições e aproximação com os TRFs para enfrentar demandas antes que se transformem em novos processos

O gerenciamento das principais fontes de litigiosidade federal, como previdência, meio ambiente e saúde, norteiam o eixo 3 do Plano de Gestão do Conselho da Justiça Federal (CJF) para o biênio 2026–2028, presidido pelo ministro Luis Felipe Salomão. A proposta é compreender as causas que estão na origem das grandes demandas que chegam à Justiça Federal, buscar soluções capazes de evitar conflitos e tornar a prestação jurisdicional mais efetiva.

Mais do que lidar com o volume de processos, o objetivo é antecipar problemas, identificar padrões e atuar sobre as causas que geram conflitos. Para isso, o eixo combina articulação interinstitucional, desjudicialização pré-processual e inteligência analítica, aproximando o CJF dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) e dos demais atores envolvidos.

Como corregedor-geral da Justiça Federal no biênio 2024-2026, o ministro Luis Felipe Salomão chamou atenção, à época, para o crescimento da litigiosidade. Segundo ele, “houve um aumento de mais de 90% da litigiosidade no âmbito da Justiça Federal”, o que reforçava a necessidade de “encontrar soluções adequadas para o funcionamento do sistema”.

Para o ministro, o enfrentamento da litigiosidade também está diretamente relacionado à qualidade do acesso à Justiça. Nesse contexto, destacou a relevância da atuação do Centro Nacional de Inteligência da Justiça Federal (CIn) na “prevenção de conflitos e na construção de soluções estruturais”.

Prevenção

Um dos principais focos do atual eixo é a desjudicialização pré-processual: buscar caminhos para que determinados conflitos sejam solucionados antes de se transformarem em novas ações judiciais. A estratégia ganha força com o Observatório da Litigiosidade Federal, espaço administrativo da Rede de Inteligência da Justiça Federal destinado ao monitoramento de demandas abusivas e conflitos de competência.

A mudança de perspectiva também está presente na proposta de firmar acordo de cooperação para a execução de ações coletivas. A iniciativa busca aplicar fluxo procedimental diferenciado, com pontos focais na advocacia pública, para contribuir com o cumprimento efetivo das decisões e garantir que os efeitos das ações coletivas alcancem de forma mais eficiente as pessoas beneficiadas.

Inteligência

A previdência é uma das áreas de maior litigiosidade da Justiça Federal. Para enfrentar esse cenário de maneira estruturada, o plano prevê o Programa de Inteligência do Sistema Previdenciário, concebido como uma estrutura permanente de articulação estratégica e governança compartilhada entre os diferentes atores envolvidos.

A ideia é reunir conhecimento e informações para compreender melhor a origem das demandas e buscar soluções coordenadas para problemas que atingem milhares de pessoas. A atuação baseada em dados permite identificar padrões e pontos de atenção e, assim, trabalhar na prevenção de novos conflitos.

Na área dos litígios ambientais de grande impacto, o Plano de Gestão prevê a criação da Comissão de Litígios Estruturais no CJF, com núcleos regionais de apoio à magistratura.

A iniciativa reforça a atuação coordenada da Justiça Federal e cria condições para o compartilhamento de experiências e conhecimentos entre diferentes Regiões. A aproximação com os TRFs permite considerar as particularidades de cada território e, ao mesmo tempo, construir respostas articuladas para problemas que podem se repetir em diferentes partes do País.

Fonte: CJF

Rede de Inovação da Justiça Federal acompanha execução do Plano Nacional de Inovação de 2026

Grupo se reuniu virtualmente em 13 de agosto para alinhar encaminhamentos relacionados à Meta 9/2026

A Rede de Inovação da Justiça Federal reuniu-se, no dia 13 de agosto, de forma on-line, para acompanhar o andamento da execução do Plano Nacional de Inovação da Justiça Federal – 2026 e avaliar a evolução das iniciativas previstas para o cumprimento da Meta 9/2026. Formada pelos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), a Rede é coordenada pelo Ipê Lab, laboratório de inovação do Conselho da Justiça Federal (CJF).

Durante o encontro, representantes das seis Regiões compartilharam o estágio das iniciativas sob sua responsabilidade. O panorama apresentado reuniu ações concluídas, em execução e em fase final de preparação, além de produtos e experiências desenvolvidos regionalmente com potencial de compartilhamento e replicação em toda a Justiça Federal. A reunião teve caráter estratégico para avaliar a evolução das ações previstas no Plano e alinhar os encaminhamentos necessários para o cumprimento da Meta 9/2026.

Entre as iniciativas apresentadas estão ações de letramento digital, cursos autoinstrucionais de introdução à inovação e à metodologia Design Thinking, oficinas voltadas à construção de soluções, disseminação da “Prompteca”, ferramentas para gestão dos laboratórios e conteúdos relacionados à inteligência artificial e à engenharia de prompts.

Segundo a diretora do Ipê Lab/CJF, Rosa Miriam Farias Prysthon, o encontro reforçou a atuação colaborativa da Rede de Inovação e a importância do acompanhamento sistemático das iniciativas. “Com os próximos marcos definidos, o trabalho agora se concentra em consolidar as entregas, organizar as evidências e dar visibilidade aos resultados produzidos conjuntamente pela Justiça Federal”, afirmou.

Destaques

As ações de capacitação ganharam destaque na reunião. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) prepara dois cursos autoinstrucionais em ambiente Moodle — Introdução à Inovação, com carga horária de dez horas, e Introdução ao Design Thinking — que poderão ser compartilhados com os demais tribunais. A proposta permitirá que cada órgão disponibilize os conteúdos em ambiente próprio e contabilize a participação de servidores(as) e magistrados(as), possibilitando, posteriormente, a consolidação dos indicadores da Justiça Federal.

Outro tema debatido foi a importância de ampliar a visibilidade das entregas da Rede. A proposta é utilizar as próprias realizações do Plano como pautas de comunicação, valorizando iniciativas desenvolvidas regionalmente e compartilhadas com toda a Justiça Federal.

A Rede também prevê a realização de encontros virtuais voltados à atualização metodológica e tecnológica dos laboratórios, ampliando a troca de experiências sobre metodologias, inteligência artificial aplicada à facilitação, prototipação e novas ferramentas.

Próximos passos

Na reunião, foram alinhados, ainda, os encaminhamentos necessários para o próximo marco temporal da Meta 9/2026, previsto para 31 de agosto. Até essa data, deverá ser atualizada a situação das iniciativas e apresentadas as respectivas evidências parciais.

Como encaminhamento, cada TRF deverá realizar uma “fotografia” do estágio de execução das ações, identificando o que foi concluído, o que está em andamento, as próximas entregas e as respectivas evidências. As informações serão reunidas em um documento panorâmico de acompanhamento do Plano, contribuindo para o registro integrado das realizações e para a comprovação dos resultados nos próximos marcos da Meta 9.

De acordo com os critérios estabelecidos no glossário de cumprimento da Meta 9/2026, a Meta será considerada cumprida mediante a comprovação das entregas previstas em cada marco temporal. A atualização final, contemplando a execução das iniciativas e as evidências consolidadas, ocorrerá em 31 de outubro de 2026.

Sobre o grupo — A Rede de Inovação da Justiça Federal atua de forma integrada, promovendo o compartilhamento de conhecimentos, experiências e iniciativas voltadas à inovação no âmbito da Justiça Federal. Formada pelos seis TRFs, a Rede é coordenada pelo Ipê Lab/CJF.

Fonte: CJF

Nota Técnica conjunta estabelece diretrizes de corresponsabilidade institucional para prevenir conflitos previdenciários

O documento foi elaborado para facilitar a implementação da Recomendação CJF n. 4/2026, por integrantes dos Tribunais Regionais Federais (TRFs), representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

A publicação da Nota Técnica Conjunta n. 2/2026, intitulada Dupla Competência Previdenciária: necessidade de tratamento sistêmico preventivo e corresponsabilidade institucional, marca um novo avanço na construção de soluções estruturais para o enfrentamento da litigiosidade previdenciária na Justiça Federal.

O documento dá efetividade à Recomendação CJF n. 4/2026, da Corregedoria-Geral da Justiça Federal, apresenta um diagnóstico institucional sobre a dupla competência previdenciária e propõe medidas para fortalecer a governança, a gestão de precedentes e a atuação coordenada entre as instituições envolvidas no sistema previdenciário. Além disso, o normativo consolida diretrizes voltadas à prevenção de decisões divergentes, ao fortalecimento da segurança jurídica e à promoção de respostas mais uniformes para as demandas previdenciárias.

Recomendações

Entre as principais diretrizes da Nota Técnica está a adoção de tratamento sistêmico para matérias previdenciárias de maior densidade técnica, especialmente ações relacionadas ao reconhecimento de atividade especial, à exposição a agentes nocivos e à aposentadoria da pessoa com deficiência.

O documento recomenda que os TRFs avaliem essas demandas sob a perspectiva de sua complexidade temática, favorecendo a tramitação das matérias mais complexas nas Varas Federais e mantendo, em regra, os benefícios de menor complexidade nos Juizados Especiais Federais, observados os critérios legais.

A Nota também incentiva os TRFs a monitorar temas previdenciários sensíveis, identificar matérias aptas à instauração de Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) e Incidentes de Assunção de Competência (IAC), fortalecer a gestão de precedentes e ampliar o diálogo entre Varas Federais, Juizados Especiais Federais, Turmas Recursais e Tribunais Regionais Federais. Recomenda, ainda, a adoção de mecanismos de transição institucional, com estudos de impacto e planejamento administrativo, antes da implementação de eventuais mudanças na organização das competências.

Como medida estruturante, a Nota propõe a criação do Programa Interinstitucional de Inteligência e Monitoramento do Sistema Previdenciário, concebido como um ambiente permanente de cooperação entre Justiça Federal, INSS, AGU, DPU, MPF, OAB e demais instituições envolvidas na litigiosidade previdenciária.

A iniciativa pretende ampliar o monitoramento de dados, identificar precocemente focos de litigiosidade repetitiva, acompanhar a aplicação dos precedentes qualificados e subsidiar a formulação de soluções preventivas capazes de fortalecer a coerência do sistema e conferir maior proteção aos direitos previdenciários e assistenciais.

Entenda: dupla competência previdenciária

Segundo o documento, a dupla competência previdenciária decorre da possibilidade de uma mesma matéria tramitar por regimes distintos: o das Varas Federais, submetidas ao procedimento comum, e o dos Juizados Especiais Federais (JEFs), que adotam procedimentos mais céleres e sistema recursal próprio.

Embora esse modelo tenha ampliado o acesso à Justiça e garantido mais celeridade às causas de menor complexidade, a coexistência de diferentes fluxos processuais pode resultar em interpretações distintas para controvérsias semelhantes, afetando a previsibilidade das decisões, a isonomia entre as (os) segurados(as) e a estabilidade da jurisprudência.

A relevância do tema é reforçada pelos dados da litigiosidade previdenciária. Informações do Painel INSS/DataJud mostram que a Justiça Federal concentra aproximadamente 77% do acervo previdenciário nacional.

Elaboração

Participaram da elaboração da nota: juíza Federal Vânila Moraes (Corregedoria-Geral da Justiça Federal); juiz Federal Otávio Henrique Martins Port (Corregedoria-Geral da Justiça Federal); desembargadora Federal Rosimayre Gonçalves de Carvalho (TRF1); desembargador Federal César Jatahy (TRF1); desembargadora Federal Letícia de Santis Mendes de Farias Mello (TRF2); desembargador Federal Nelton Agnaldo Moraes dos Santos (TRF3); desembargadora Federal Taís Schilling Ferraz (TRF4); desembargador Federal Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho (TRF5); desembargador Federal Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes (TRF6); juiz Federal Clodomir Sebastião Reis (TRF1); juíza Federal Márcia Maria Nunes de Barros (TRF2); juíza Federal Eliana Rita Maia Di Pierro (TRF3); juíza Federal Luiza Hickel Gamba (TRF4); juiz Federal Thiago Mesquita Teles de Carvalho (TRF5); juíza Federal Marina de Mattos Salles (TRF6); procurador-chefe da Procuradoria Nacional Federal de Contencioso Previdenciário Antônio Armando Freitas Gonçalves (AGU); desembargador Federal Grégore Moreira de Moura (AJUFE); defensora Pública Federal Patricia Bettin Chaves (DPU); procurador da República Carlos Vinicius Soares Cabeleira (MPF); advogado Rafael de Assis Horn (OAB); Advogada Shynaide Mafra (OAB); e advogada Gisele Kravchychyn (IBDP). 

Fonte: CJF

Justiça Federal divulga resultados da consulta e contribuições da audiência pública sobre as Metas de 2027

Consulta reuniu 2.052 respostas, enquanto a audiência apresentou propostas para ampliar a efetividade, a conciliação, o uso de precedentes e o acesso à Justiça

O Conselho da Justiça Federal (CJF) e os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), por meio do Comitê Gestor de Estratégia da Justiça Federal (COGEST), publicaram o relatório analítico da Consulta Pública Conjunta e a ata da audiência pública realizadas para subsidiar a construção das Metas Nacionais da Justiça Federal de 2027. Os documentos integram o processo de elaboração das metas e do ciclo estratégico 2027-2032 e estão disponíveis no Observatório da Estratégia da Justiça Federal, no Portal do CJF.

Contribuições da consulta pública

Realizada entre 10 de junho e 20 de julho, a consulta pública recebeu 2.052 respostas válidas de integrantes da Justiça Federal e do público externo, incluindo representantes da sociedade civil, da advocacia, de instituições públicas e privadas, da comunidade acadêmica, da magistratura e do corpo funcional da Justiça Federal.

Das propostas de metas, os maiores níveis de concordância foram registrados para o incentivo à modernização dos serviços, com 91%; para a priorização de processos relacionados à proteção de crianças e adolescentes em situações internacionais, com 87%; e para o estímulo à conciliação, com 85%.

Entre os aspectos indicados pelos participantes como prioritários para a atuação da Justiça Federal, destacaram-se a agilidade nos julgamentos, a clareza dos precedentes e a segurança jurídica, o atendimento ao cidadão, a facilidade de acesso aos serviços e a melhoria dos sistemas e serviços digitais.

A consulta também reuniu percepções e sugestões para o aperfeiçoamento contínuo da prestação jurisdicional, da comunicação, dos canais digitais e do atendimento. Os resultados consolidados podem ser consultados em painel interativo do Power BI, que permite explorar o perfil dos participantes e os níveis de concordância com cada proposta de meta.

Contribuições da audiência pública

Na audiência pública, representantes de instituições do sistema de Justiça, entidades da advocacia e especialistas apresentaram propostas e experiências para o aperfeiçoamento das metas. As manifestações convergiram para a importância de que os indicadores considerem, além do volume processual, a qualidade e a efetividade da entrega ao cidadão.

A ampliação da conciliação esteve entre os temas mais recorrentes, com sugestões para fortalecer a atuação pré-processual, ampliar os acordos previdenciários, monitorar seu efetivo cumprimento, incentivar plataformas de autocomposição e expandir os CEJUSCs e os mecanismos itinerantes de conciliação.

Também foram propostas medidas para fortalecer o sistema de precedentes, prevenir litígios repetitivos e uniformizar a jurisprudência, incluindo o acompanhamento da aplicação das teses pelos órgãos administrativos. No campo da efetividade, foram sugeridos indicadores relacionados ao cumprimento dos acordos, à implementação das decisões e ao tempo necessário para que o direito reconhecido judicialmente seja concretizado.

Outras contribuições abrangeram o uso seguro e ético da inteligência artificial, de dados estruturados e de ferramentas de Business Intelligence; o tratamento estratégico das ações coletivas e dos processos estruturais; a interiorização da Justiça Federal; a inclusão digital de públicos vulnerabilizados; e a priorização de grandes demandas ambientais.

Os TRFs e as instituições participantes apresentaram ainda boas práticas de gestão de acervos, conciliação, automação processual, acesso à Justiça e atendimento a comunidades em situação de vulnerabilidade. O conjunto das propostas da audiência reforça a busca por metas orientadas à prevenção de conflitos, à inovação, à ampliação do acesso e à efetividade dos resultados entregues à sociedade.

As contribuições serão consideradas na elaboração da proposta final das Metas Nacionais da Justiça Federal para 2027. Após análise pelas instâncias de governança da Justiça Federal, a proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conformidade com a Resolução CNJ n. 221/2016 e a Portaria CNJ n. 114/2016, que incentivam a participação social na definição das prioridades estratégicas do Poder Judiciário.

Acesse a ata da audiência pública, o relatório da consulta pública e o painel interativo de resultados.

Fonte: CJF

Decisão da TNU sobre concessão de benefício assistencial de prestação continuada

O podcast Conversas sobre a controvérsia está com um novo episódio disponível. A edição aborda o Tema 385, julgado pela Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) em 24 de junho de 2026. Na ocasião, foi fixada a seguinte tese:

“1. Para fins de concessão do benefício de prestação continuada (BPC/LOAS), a caracterização da deficiência não exige a demonstração de incapacidade para o trabalho. O requisito legal é o impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, entendido como alteração ou perda significativas na função ou estrutura do corpo, que, em interação com barreiras, obstrua a participação plena e efetiva do requerente na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, devendo sua aferição ser realizada por meio de avaliação biopsicossocial. 2. Como medida de economia processual, o julgador poderá adotar os seguintes parâmetros: (i) a constatação judicial, com base em perícia médica, de inexistência de impedimento, de impedimento de grau leve ou de impedimento passível de resolução em menos de dois anos dispensa a realização de avaliação biopsicossocial, por afastar pressuposto necessário à caracterização da deficiência; (ii) a constatação de incapacidade total de longo prazo para qualquer atividade laborativa gera presunção relativa (iuris tantum) de deficiência, dispensando a avaliação social, ressalvada a possibilidade de o julgador afastá-la diante de elementos concretos que indiquem ausência de barreiras relevantes no caso específico; (iii) a constatação de impedimento de grau moderado ou grave sem incapacidade total de longo prazo exige a realização da avaliação biopsicossocial, com análise, feita por assistente social, dos fatores ambientais, das limitações de atividade e das restrições de participação social, a qual não se confunde com a análise de miserabilidade exigida para o segundo requisito do BPC”.

Para esclarecer os principais aspectos da decisão, o episódio conta com a participação do juiz federal Fábio de Souza Silva, relator do processo na TNU. A apresentação é do juiz federal Daniel Machado da Rocha, auxiliar da Turma Nacional de Uniformização.

Podcast

Conversas sobre a controvérsia é uma iniciativa da TNU em parceria com a Assessoria de Comunicação Social do Conselho da Justiça Federal (ASCOM/CJF). A produção é regulamentada pela Portaria CJF n. 579/2023 e conta com a coordenação dos juízes auxiliares da Turma Nacional de Uniformização.

O podcast apresenta temas representativos da controvérsia julgados pela TNU que possuem grande relevância e impacto nos Juizados Especiais Federais (JEFs). O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a jurisprudência da Turma Nacional por meio de uma linguagem clara, objetiva e acessível.

Confira o novo episódio ou acesse os canais do CJF no YouTube e no Spotify.

Os representativos da controvérsia da TNU também estão disponíveis no Portal do CJF.

Fonte: CJF

Nota de alerta
Prevenção contra fraudes com o nome do escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados